A Copasa, Companhia de Saneamento de Minas Gerais, avançou para a fase final da privatização com a escolha da Equatorial como investidora estratégica. A operação pode movimentar até 10 bilhões de reais, dependendo da oferta de ações programada para a próxima semana. A iniciativa encerra um processo iniciado em setembro do ano passado.
Desde o início do processo, as ações da Copasa acumularam valorização de 108%. Ao fechamento de quarta-feira, a empresa valia cerca de 22,8 bilhões de reais, ante 11,4 bilhões anteriormente. O preço das ações será definido no dia 11, data prevista para o fechamento da oferta.
A venda envolve a privatização de 100% das ações pela União de Minas Gerais, que reduzirá sua participação de aproximadamente 50% para cerca de 5%. A Equatorial, por meio da Gerais Saneamento, ficará com cerca de 30% da Copasa, com a maior fatia do montante angariável indo para o mercado.
A oferta de ações está estruturada para atingir entre 8 e 10 bilhões de reais, com aproximadamente 6 bilhões destinados à Equatorial. O restante será pulverizado entre investidores no mercado, conforme o processo de subscrição.
A Copasa, que atende aproximadamente 12 milhões de clientes em 636 municípios mineiros, destacou que seus contratos com Belo Horizonte e Contagem vão até 2073. A empresa ressaltou seu papel de expansão do saneamento no estado, com contratos médios de 28 anos.
Analistas avaliam que o mercado já precificou grande parte do potencial da privatização. A expectativa de valorização adicional depende da aceleração dos investimentos da Copasa e de ganhos operacionais acima dos níveis atuais.
O processo de privatização enfrentou ruídos: o acordo inicial para 2026 foi adiado e, posteriormente, o governo de Minas cancelou a oferta, preparando uma nova rodada. A Equatorial acabou sendo a única proposta presente na nova rodada.
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