O Bank of America (BofA) revisou suas projeções para a taxa Selic, elevando o teor de fim de 2026 de 13,25% para 14,25% e o fim de 2027 de 12,50% para 13,25%. A mudança ocorre mesmo diante de um cenário de inflação doméstica mais pressionada e deterioração das expectativas sobre a trajetória de preços, aliado a um câmbio mais fraco.
A instituição aponta que estímulos fiscais e creditícios no atual ano eleitoral vêm atrasando os ajustes necessários à demanda interna. Além disso, fatores como o provável fim da escala de trabalho 6×1 e o El Niño intensificam os riscos de alta de preços no médio prazo.
A previsão indica que haverá apenas mais uma redução do juro básico neste ano, prevista para ocorrer na próxima decisão do Copom, em 17 de junho. O cenário do banco também considera impactos adicionais decorrentes de condições climáticas e de políticas setoriais que possam influenciar a inflação brasileira.
Contexto e motivações
Segundo o BofA, a combinação de inflação mais resiliente e piora nas expectativas pressiona o equilíbrio entre atividade e custos, o que sustenta a projeção de patamar mais alto da Selic no horizonte de 2026 e 2027. O banco destaca ainda o enfraquecimento do real como elemento adicional de risco para preços.
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