O mercado de juros brasileiro viveu uma semana de forte aperto e fechou a quarta-feira com as taxas futuras nos maiores patamares do ano. O recuo das esperanças de cortes na Selic ficou mais acentuado, com a reprecificação dos cenários de política monetária ganhando corpo entre investidores.
Instituições como BTG Pactual, XP e Barclays revisaram suas projeções, sinalizando que não há espaço significativo para reduções na taxa básica neste ano. As mudanças refletem uma leitura de que o Banco Central terá menos margem para baixar os juros diante do cenário fiscal e externo.
Analistas da Kinea destacaram que o mau humor nos juros se estende a outros mercados, em função de sinais de deterioração fiscal. Além disso, fatores externos contribuíram para a percepção de que o ambiente de política monetária no Brasil permanecerá mais apertado por mais tempo.
As curvas de juros atingiram os níveis mais altos do ano, com novas altas nas expectativas de alguns vencimentos. O movimento acompanha revisões de cenário feitas por grandes instituições e reforça a leitura de que o BC poderá manter uma postura mais conservadora diante da atual conjuntura.
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