A Braskem (BRKM5) concluiu a transferência de controle para o Shine FIPs, dando início a uma nova fase de governança. O Citi manteve recomendação neutra, ressaltando a definição acionária como avanço, mas com foco nos riscos de endividamento.
Com a conclusão, Shine FIPs passa a deter 50,1% do capital votante e 34,3% do total. Petrobras permanece com 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total; Novonor fica com cerca de 4% via ações preferenciais.
A operação sinaliza uma renovação de gestão. O provável novo presidente, Hélcio Tokeshi, e o futuro diretor financeiro, Carlos Brandão, devem compor a nova diretoria, segundo reportagens. Assembleia extraordinária é aguardada para o dia 8.
Mudança de controle avança, mas riscos persistem
O Citi destaca que as principais ameaças são ligadas à estrutura de capital. A Braskem avalia renegociar o passivo e pode buscar uma reestruturação extrajudicial, conforme reportagem. A Braskem Idesa negocia proteção judicial nos EUA.
Apesar do avanço, o banco observa que os spreads petroquímicos ajudam a melhoria de valuation, mas o endividamento continua a influenciar a tese de investimento. O preço-alvo para as ações preferenciais é de R$ 14, indicando potencial de valorização de 61%.
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