Os benefícios voltados ao bem-estar dos funcionários deixaram de ser diferenciais para se tornar requisitos no mercado de trabalho. A avaliação é de Felipe Calbucci, CEO da TotalPass, em entrevista ao programa É Negócio, da CNN Brasil Money. Segundo ele, anúncios de vagas já frequente incluem esse tipo de benefício.
Para Calbucci, empresas que não oferecem esse recurso passam a ser vistas como menos alinhadas com as necessidades dos colaboradores. A presença de benefícios de bem-estar aparece como critério de atração de talentos em diversas plataformas de emprego.
Efeito na atração e retenção
Calbucci destacou que o benefício também impacta a retenção de profissionais. A TotalPass permite a inclusão de até três dependentes no plano, o que, segundo o CEO, gera pressão indireta para que o colaborador permaneça na empresa.
Ele explicou que familiares costumam incentivar a continuidade no emprego para não perder o benefício. Esse efeito, segundo a empresa, contribui para reduzir desligamentos motivados pela perda de planos.
Estudos em andamento
A TotalPass está conduzindo projetos-piloto para demonstrar impactos do uso regular de academias na saúde, na frequência ao trabalho e na produtividade. Apesar de promissores, Calbucci admite que não há estudo definitivo ainda.
Ele ressaltou que é necessário segmentar amostragens por perfil de pessoa para chegar a conclusões mais robustas. A empresa busca consolidar evidências que corroborem a relação entre utilização de planos de bem-estar e resultados organizacionais.
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