A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou estar preocupada com a possibilidade de novos choques na economia global e com a insuficiente preparação dos governos para enfrentá-los. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta segunda-feira, em meio ao contexto da crise na Ucrânia.
Georgieva pediu aos líderes que adotem uma postura mais resiliente, destacando a necessidade de preparar países para choques cada vez mais frequentes. A dirigente ressaltou que não se pode subestimar o impacto de eventos imprevisíveis sobre a economia mundial.
Ela lembrou o histórico do FMI na recuperação de países, citando Grécia e Islândia como exemplos de reformas bem-sucedidas que contribuíram para melhor desempenho econômico. A executiva reforçou a atuação da instituição na orientação de políticas macroprudenciais.
Regulação de inteligência artificial
A chefe do FMI mencionou três modelos centrais de regulação da IA defendidos por EUA, UE e China. Segundo Georgieva, caberá à ONU decidir qual conjunto de regras deve orientar a presença da IA na sociedade, incluindo distribuição de lucros e riscos à estabilidade financeira.
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