No Web Summit Rio 2026, a cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, destacou a trajetória da startup, hoje avaliada em 113 bilhões de reais. Ela apontou avanços culturais e a evolução prevista para o mercado de previsões, em comparação com o mercado de ações.
Lara, nascida no Rio de Janeiro, afirmou que o Brasil moldou sua visão empreendedora e que o otimismo típico do país tem ajudado a superar desafios regulatórios. Para ela, a mudança cultural já está em curso e fortalece o potencial da Kalshi.
A Kalshi, criada para permitir negociações de contratos baseados em eventos reais, atingiu valuation de 22 bilhões de dólares em maio, segundo a Forbes. A empresa opera nos EUA, onde enfrentou demanda educativa junto a reguladores e público.
Mercado de previsões e atuação internacional
A executiva ressaltou que a natureza dos mercados de previsão exige educação regulatória e pública. Ela afirmou que o Brasil ainda proíbe esse tipo de operação, e que o caminho de regulamentação será necessário para iniciar operações locais.
Lara destacou o ritmo de expansão da Kalshi, com 170 funcionários hoje e plano de chegar a 500 em três anos. A meta envolve contratações em engenharia, design, marketing, compliance e vigilância de mercado.
Estrutura e visão da empresa
A Kalshi mantém uma estrutura enxuta e horizontal, com uma pessoa entre a liderança e a equipe. Cada engenheiro trabalha com cerca de 20 agentes de IA para ampliar eficiência operacional, segundo a cofundadora.
Sobre a operação no Brasil, Lara não definiu prazo, mas afirmou que a Kalshi pretende atuar no país em breve, em parceria com o governo para formalizar um processo adequado de entrada no mercado.
Fonte da cobertura
A reportagem do Web Summit Rio 2026 é apresentada pela Editora Globo em parceria com o Itaú. Lara reforçou a necessidade de educar reguladores, mídia e público para a adoção do modelo de previsões em diferentes países.
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