O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, 8, atingindo o menor nível desde 20 de janeiro. A bolsa acompanhou a alta do petróleo após a retomada de ataques entre Irã e Israel, elevando a aversão a risco global. O índice caiu 0,21%, para 168.668,72 pontos, com mínima de 168.129,61.
Entre as maiores baixas, MRV, Cosan e Rumo lideraram as perdas, com quedas de 4,64%, 4,46% e 3,01%, respectivamente. À frente, Weg, Prio e RD Saúde avançaram 3,63%, 2,32% e 2,18%.
As Petrobras terminaram em alta, refletindo o avanço do petróleo no mercado externo. As ações ordinárias subiram 0,72%, e as preferenciais, 0,81%. Vale teve queda de 0,8%.
Tensão no Oriente Médio
No Brasil, o ambiente permanece sensível a desenvolvimentos no Oriente Médio, o que acrescenta pressão sobre as projeções de inflação e juros. O Boletim Focus atualizou as perspectivas para 2026, com o IPCA subindo para 5,11%.
O banco central internacional e analistas ajustam as expectativas de política monetária. As taxa Selic projetadas passaram a chegar a 13,50% ao fim deste ano, acima de leituras anteriores.
Mercado de commodities e consequências
O petróleo registrou alta: o WTI para julho avançou 0,84% e o Brent, 1,25%. A oferta global permanece sob tensão, já que grande parte do petróleo mundial transita pelo Estreito de Ormuz, sob controle regional.
No exterior, o dólar ficou em R$ 5,18, com alta de cerca de 0,45%. Bolsas dos EUA mostraram leitura mista, com altos em empresas de IA ajudando a conter quedas. Na Europa, asdaq de resultados variáveis acompanharam o cenário geopolítico.
Panorama macro e juros
Dados de inflação e expectativa de juros marcam o humor dos investidores. O foco está nas próximas reuniões de política monetária e na continuidade das tensões regionais, que influenciam cenários de risco e volatilidade. Diversos ativos seguem ajustando-se a esse ambiente.
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