Luana Lara, da Kalshi, diz que o mercado de previsões pode superar o de ações, e que a expansão internacional da empresa está nos planos. No WebSummit Rio, ela destacou que o Brasil continua no radar, mesmo com restrições recentes impostas pelo governo brasileiro aos mercados de previsão.
A executiva explicou que a missão é educar reguladores, consumidores e a imprensa sobre as diferenças entre previsões e apostas esportivas. Em 2018-2019, quando a Kalshi iniciou operações nos EUA, foi preciso convencer autoridades sobre a legitimidade do modelo. A empresa pretende chegar ao Brasil apenas após entender o caminho regulatório local.
A Kalshi ganhou notoriedade ao permitir negociações de contratos vinculados a eventos futuros, como eleições e indicadores econômicos. A empresa, avaliada em cerca de US$ 22 bilhões, conta com 170 funcionários e mira até 500 em breve, impulsionada pelo uso da inteligência artificial para eficiência.
Educação e regulamentação
A executiva ressaltou que as críticas no mercado se concentram na percepção de que mercados de previsão seriam apostas ou cassinos. Ela afirma que a Kalshi trabalha com tarifas de transação e não depende do resultado para lucrar, além de implementar proteções ao consumidor, como limites de depósitos e verificações adicionais.
Outro ponto abordado foi o desafio de ampliar o entendimento público sobre o funcionamento desses mercados e enfrentar a resistência de setores tradicionais, que veem a atividade como concorrência. Afirmou ainda que os temas de previsões são mais próximos do cotidiano das pessoas, o que pode ampliar a relevância futura do setor.
Cenário do evento
Ao encerrar o painel, a líder da Kalshi reiterou uma visão expressa anteriormente à CNBC sobre o potencial de crescimento dos mercados de previsão. O WebSummit Rio segue até quinta-feira (11), reunindo mais de 1500 startups e a expectativa é de cerca de 40 mil participantes.
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