O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, se reuniu pela primeira vez com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tratar da possibilidade de usar um crédito de cerca de 20 bilhões de reais ligados a divergências entre o Estado, a Petrobras e a agência reguladora fluminense. A proposta seria aproveitada para abater parte da dívida com a União.
A negociação acontece no âmbito do Programa de Modernização da Dívida dos Estados (Propag). O governo fluminense objetiva adesão até o fim de junho, com a ideia de transformar ativos e créditos em ganho de espaço no orçamento. As tratativas são consideradas bem encaminhadas pela equipe econômica, ainda com pontos pendentes de análise.
Além do crédito da Petrobras, Couto informou que o Rio apresentou outros ativos ao Ministério da Fazenda, mas não detalhou quais são, para manter o andamento sigiloso enquanto as negociações prosseguem. Também há discussão sobre critérios de correção da dívida e a contabilização de créditos a receber pelo Estado.
O objetivo central, segundo o governador, é não apenas reduzir o estoque da dívida, mas redefinir sua trajetória de crescimento. Hoje, o débito rio-quense com a União supera 200 bilhões de reais, conforme o governo estadual, e há a pretensão de repensar o formato de pagamento.
Couto destacou que o cronograma do Estado será cumprido e que a adesão ao Propag deverá ser formalizada até o fim deste mês. Se aprovada, a medida pode tornar o Rio de Janeiro um dos principais beneficiários do programa federal de renegociação de dívidas, ampliando o espaço para investimentos.
A atuação visa aliviar a pressão sobre o orçamento público nos próximos anos, permitindo maior folga fiscal para ajustes e projetos de desenvolvimento no estado. A reunião foi motivada pela busca de melhoria da situação fiscal e da relação entre o governo fluminense, a Petrobras e a União.
Entre na conversa da comunidade