A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirma que o Brasil precisa chegar às negociações com os EUA com uma proposta própria para evitar novos tarifaços. A discussão acontece em meio à investigação da Seção 301 do USTR que eleva incertezas para setores estratégicos.
Ela diz que não é o momento de uma missão parlamentar a Washington, mas que o Brasil deve estar organizado para sentar à mesa de negociação. A diplomacia parlamentar permanece aberta, caso seja necessária.
O tema ganha peso no seminário A Nova Geoeconomia Mundial, promovido pelo Instituto Diálogos, criado pela parlamentar. O evento reúne especialistas brasileiros e ex-diplomatas norte-americanos para debater o cenário comercial global.
Congresso e diplomacia
Entre os participantes estão o ex-embaixador dos EUA na China e na Otan, Nicholas Burns, e o ex-conselheiro da Casa Branca para a América Latina, Ricardo Zúniga. Também participam especialistas Marcos Troyjo e Marcos Jank.
Segundo a senadora, há canais de comunicação com Washington que seguem ativos. A diplomacia parlamentar já recebeu comitiva de 12 assessores do Senado, que visitaram o Brasil para entender o tema.
Roteiro de negociação
Tereza Cristina destaca que o seminário facilita o entendimento das mudanças na geoeconomia, especialmente relação Brasil-EUA. Ela lembrou que a intervenção norte-americana começou com a Lei de Poderes de Emergência (IEEPA) e resultou em tarifas que variam conforme a linha de produtos.
A senadora aponta que o agronegócio teve baixa proteção nas exceções da lista inicial. Productividades da indústria também ficaram vulneráveis, com itens como pescados e madeira entre os não-excluídos.
Setores e próximos passos
Para 6 de julho, representantes do setor voltarão aos EUA para apresentar defesas. O tema envolve não apenas o agro, mas também tecnologia e matérias-primas. O debate envolve riscos de novas tarifas ao Brasil.
Ela ressalta que o Brasil precisa apresentar uma proposta ampla, envolvendo terras raras e minerais críticos, antes de aceitar propostas externas. O Executivo é apontado como responsável por conduzir esse trabalho.
Etanol, Pix e cenário externo
Sobre etanol, a senadora afirma que a volatilidade dos combustíveis pode intensificar a pressão externa. O Pix é citado como possível ponto irritante nas negociações. A ideia é ampliar a participação do etanol na matriz energética para reduzir importações.
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