A XP Investimentos aposta em ações fora do Ibovespa e prevê desaceleração da economia brasileira em 2027. A estratégia busca ampliar ganhos com empresas de serviços públicos de fluxo de caixa previsível e ações do setor financeiro, segundo o diagnóstico da equipe da corretora.
O economista-chefe Caio Megale afirma que um crescimento menor pode abrir espaço para cortes de juros, desde que haja sinais fiscais consistentes do governo a entrar em mandato após as eleições. Caso o ajuste fiscal seja desordenado, os riscos aumentam para a moeda e a inflação.
Raphael Figueredo, estrategista sênior de ações, aponta que a XP busca oportunidades em construtoras residenciais como Cury e Direcional, beneficiadas por programas habitacionais subsidiados para famílias de baixa renda. A seleção de ações é mais criteriosa do que uma exposição ampla ao Ibovespa.
A XP ressalta que manter exposição a ações continua relevante, mas com foco em seletividade, priorizando empresas com potencial de sustentar dividendos mesmo com custos de financiamento elevados. O histórico recente envolve o Ibovespa marcando a oitava semana de queda, a maior sequência desde 1989.
Perspectivas para 2027
A corretora prevê que o PIB deve crescer cerca de 1,2% no próximo ano, ante 2% em 2026, com o efeito de juros elevados e do enfraquecimento do estímulo fiscal. O desempenho dependerá do cenário de política fiscal que vier a sinalizar a condução macroeconômica.
Se a desaceleração ocorrer de forma ordenada, os analistas avaliam que há espaço para o Banco Central cortar juros. Caso as medidas fiscais não sejam claras, pode haver maior volatilidade, com impactos potenciais na moeda e na inflação.
A XP mantém a premissa de que a diversificação e a seleção de ativos podem dilatar os ganhos, mesmo diante de um cenário de juros altos e de complexidade fiscal. As avaliações consideram cenários com diferentes sinalizações governamentais após as eleições.
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