O início de uma escalada entre EUA e Irã fez as bolsas asiáticas recuarem com força nesta quarta-feira. Os Estados Unidos realizaram ataques após Trump responsabilizar Teerã pela queda de um helicóptero militar próximo ao estreito de Hormuz. O Irã respondeu com ataques a Kuwait, Bahrein e Jordânia.
Nações do Pacífico registraram perdas. O Nikkei japonês caiu cerca de 2%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul caiu em torno de 6%, ainda que o índice permaneça acima de 70% no ano. O petróleo recuou, com o Brent caindo 0,2% para 91,28 dólares o barril.
Mercados europeus apontavam abertura mornamente positiva ou estável, com futuros do FTSE 100 e EuroStoxx 50 próximos de quedas marginais. Enquanto isso, dados chineses mostraram avanço do índice de preços ao produtor, puxado pela alta de energia impulsionada pela escalada no Oriente Médio.
A PPI da China subiu 3,9% em maio na comparação anual, a maior taxa em quatro anos, segundo a NBS. Analistas disseram que o movimento é sobretudo de custos, não de demanda. A leitura destacou a pressão inflacionária provocada pelo choque energético.
Para a visão de curto prazo, economistas apontam que a reversão do petróleo reduz a pressão de insumos, mas a incerteza geopolítica deve permanecer. Espera-se continuidade de volatilidade nos mercados até desfechos mais claros sobre o conflito.
Na China, a história econômica aponta para uma recuperação com resistência a pressões inflacionárias, uma vez que a demanda doméstica segue moderada. O cenário indica dificuldade para elevar preços de fábrica apesar da energia elevada.
Agenda de hoje aponta dados de inflação dos EUA para maio, com expectativa de alta para 4,2%, além de audiências sobre empréstimos estudantis no Parlamento britânico.
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