Nos EUA, a possibilidade de o Federal Reserve cortar juros, defendida por Donald Trump, se enfraceu após novos dados de emprego e de inflação. O cenário atual aponta para alta da taxa básica até o fim do ano, caso o petróleo não sofra recuo expressivo.
A aceleração da inflação ao consumidor e a deterioração das expectativas inflacionárias, em meio a choques de oferta decorrentes da guerra no Oriente Médio, motivaram bancos centrais a acelerar o aperto monetário em várias regiões. Alguns já subiram juros de forma preventiva.
Entre os emissores grandes, o BCE sinalizou alta adicional na zona do euro e a próxima reunião deve trazer ajuste de 0,25 ponto. Enquanto isso, bancos centrais de países desenvolvidos como Austrália, Noruega e Japão já aumentaram ou sinalizam novas altas.
Entre os emergentes, bancos centrais de Indonésia, África do Sul, Cingapura e Filipinas também elevaram juros, diante da desvalorização de suas moedas frente ao dólar e do impacto sobre importações. O quadro global indica aperto monetário generalizado e maior cautela com políticas futuras.
Perspectivas globais de política monetária
Nos EUA, a chance de corte nos juros foi negada pelos dados recentes, mantendo o debate sobre o ritmo de alta. O mercado financeiro monitora os próximos indicadores de inflação e emprego para ajustar expectativas. O petróleo continua como variável determinante para preço de bens e serviços.
Entre na conversa da comunidade