O BRB, Banco de Brasília, projeta chegar a 2028 com lucro líquido de 1 bilhão de reais. A confirmação ocorreu durante audiência da CAE no Senado Federal, nesta terça-feira (9). O presidente Nelson Antonio de Souza detalhou a situação financeira e operações com o Banco Master.
Questionado sobre as finanças, ele explicou que o BRB enfrenta crise de liquidez e patrimônio em função das operações com o Master e disse que o plano é conservador, confiando na eficiência da equipe técnica para alcançar o lucro esperado em 2028.
O BRB informou que recebeu aporte do Governo do Distrito Federal, controlador da instituição, no valor de 8,8 bilhões de reais. Deste total, 6,6 bilhões virão de empréstimo com o FGC e 2,2 bilhões de recursos obtidos com securitização de dívida ativa.
Aporte do GDF
O aporte do GDF será instrumental para sustentar o equilíbrio financeiro do BRB e manter operações estratégicas. O montante será dividido entre empréstimo com o FGC e recursos próprios securitizados, segundo a administração do banco.
Rombo do Banco Master
Ainda na audiência, o presidente mencionou que, desde que assumiu a presidência do BRB, foi apurado um fluxo de 30 bilhões entre BRB e Banco Master entre 2024 e outubro de 2025. Desse total, 21,9 bilhões correspondem a carteiras do Master no BRB, distribuídas em quatro grupos: pessoa física, CRIs, 19 fundos de investimento (17 nacionais, 2 em paraísos fiscais) e pessoas jurídicas.
A equipe técnica do BRB identificou necessidade de provisionar 8,8 bilhões de reais para perdas futuras, o que fundamentou o pedido de aporte ao GDF, segundo sustentou Nelson Antonio de Souza.
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