Após desistir da compra dos estúdios Warner Bros. em fevereiro, a Netflix é acusada pela Paramount Skydance de “envenenar os órgãos reguladores e outras partes interessadas” contra o acordo de US$ 111 bilhões envolvendo a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery (WBD). A disputa vem se arrastando desde o final de 2025, com a Paramount vitoriosa até o momento.
O principal advogado da Paramount, Makan Delrahim, afirmou que a Netflix promove um lobby intenso contra a aquisição da WBD. A carta enviada à Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA sustenta que a Netflix encara a Paramount como concorrente relevante.
A manifestação de Delrahim surge após um relatório da International Brotherhood of Teamsters, divulgado em março ao DOJ, pedindo que a fusão fosse bloqueada sem salvaguardas trabalhistas. A Paramount cita ainda a estratégia de comunicação da Netflix em relação ao setor de produção.
Segundo o texto, a Paramount compara a atuação da Netflix à tática de “terra arrasada” usada em 2019, quando a Disney adquiriu ativos da 21st Century Fox. A defesa afirma que a narrativa da Netflix não condiz com a realidade dos fatos.
A carta, divulgada inicialmente pelo Politico, reforça a posição de que a Netflix tenta influenciar reguladores e outras partes interessadas contra a transação. A Paramount aponta impactos potenciais na produção de conteúdo e na oferta de empregos nos EUA.
A consulta ao DOJ envolve questões antitruste e competição entre grandes players de streaming e produção de conteúdo. A Paramount e a WBD não se posicionaram com declarações adicionais neste momento.
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