O saldo da poupança em maio mostrou entrada líquida de 2,6 bilhões de reais, com mais depósitos que saques. Os rendimentos creditados somaram 6,2 bilhões. O saldo da poupança ficou pouco acima de 1 trilhão de reais.
No mês, foram aplicados 368,4 bilhões frente a 365,8 bilhões retirados. Este é o primeiro mês de 2026 em que a poupança registra entrada líquida, após anos de saques superiores a depósitos.
A retirada líquida acumulada nos cinco primeiros meses é de 39,1 bilhões. Entre os motivos, está a Selic elevada, que torna investimentos com maior retorno mais atrativos do que a poupança.
Contexto da taxa Selic
Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Em abril, o Copom reduziu a taxa em 0,25 ponto, para 14,5% ao ano, pela segunda vez consecutiva.
Cenário inflacionário e impactos
A taxa básica de juros segue como instrumento para ancorar a inflação, com metas de 3% para o IPCA. A alta de juros costuma reduzir a demanda e, consequentemente, frear pressões de preços.
Em abril, alimentos contribuíram para a inflação oficial, que fechou o mês em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, ainda dentro do teto da meta.
A inflação de maio será divulgada pelo IBGE na próxima sexta-feira. Dados oficiais ajudam a entender o comportamento do consumo e o desempenho da poupança.
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