Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ameaça tripla pode atrasar corte da Selic em junho e comprimir ganhos na bolsa

Três ameaças — inflação, geopolítica no Golfo e cenário eleitoral — pressionam juros e bolsa; Selic em 14,5% e Ibovespa fica no vermelho

Ameaça tripla põe em xeque corte na Selic em junho e comprime ganhos acumulados na bolsa — Foto: Getty Images
0:00
Carregando...
0:00

O Ibovespa caiu pela terceira sessão seguida, com o índice fechando abaixo de 168,7 mil pontos. A queda veio um dia antes da reunião do Copom e após três forças negativas puxarem o mercado para baixo.

A conjuntura inclui o avanço da inflação global, receios com a economia local e movimentos no câmbio. Além disso, o cenário eleitoral interno ganhou atenção após pesquisa mostrar Lula à frente no segundo turno, limitando apostas em mudanças rápidas na política fiscal.

Na esteira, o dólar ficou estável, perto de R$ 5,17, com leve queda no dia, mas alta no acumulado da semana. O giro financeiro ficou em R$ 16,6 bilhões, 9% abaixo da média recente, apontando menor liquidez.

Ataque à bolsa brasileira

O Brent elevou-se acima de US$ 93, impulsionado por tensões no Golfo Pérsico e promessas de retaliação. O petróleo alto pressiona custos e pode reduzir o apetite por ativos de risco no curto prazo.

Os 60 dos 78 componentes do Ibovespa registraram queda, enquanto setores ligados ao petróleo resistiram parcialmente. Analistas veem maior cautela com a volatilidade externa e o endividamento corporativo.

Cenário de juros e câmbio

Os certificados de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 recuaram ligeiramente, sinalizando expectativa de Selic estável em 14,5% na próxima reunião. Prazo maior mostra preocupação com risco fiscal.

Especialistas veem o ciclo de cortes iniciado em março possivelmente encerrado antes de trazer alívio à economia real. O Bank of America reduziu a recomendação de ações brasileiras para neutra, citando fechamento do ciclo de cortes.

A inflação americana, medida pelo CPI, ficou em 4,2% ao ano, a maior leitura em três anos, o que alimenta receio de ainda mais aperto monetário globalmente e reforça pressão sobre previsão doméstica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais