O Ibovespa caiu pela terceira sessão seguida, com o índice fechando abaixo de 168,7 mil pontos. A queda veio um dia antes da reunião do Copom e após três forças negativas puxarem o mercado para baixo.
A conjuntura inclui o avanço da inflação global, receios com a economia local e movimentos no câmbio. Além disso, o cenário eleitoral interno ganhou atenção após pesquisa mostrar Lula à frente no segundo turno, limitando apostas em mudanças rápidas na política fiscal.
Na esteira, o dólar ficou estável, perto de R$ 5,17, com leve queda no dia, mas alta no acumulado da semana. O giro financeiro ficou em R$ 16,6 bilhões, 9% abaixo da média recente, apontando menor liquidez.
Ataque à bolsa brasileira
O Brent elevou-se acima de US$ 93, impulsionado por tensões no Golfo Pérsico e promessas de retaliação. O petróleo alto pressiona custos e pode reduzir o apetite por ativos de risco no curto prazo.
Os 60 dos 78 componentes do Ibovespa registraram queda, enquanto setores ligados ao petróleo resistiram parcialmente. Analistas veem maior cautela com a volatilidade externa e o endividamento corporativo.
Cenário de juros e câmbio
Os certificados de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 recuaram ligeiramente, sinalizando expectativa de Selic estável em 14,5% na próxima reunião. Prazo maior mostra preocupação com risco fiscal.
Especialistas veem o ciclo de cortes iniciado em março possivelmente encerrado antes de trazer alívio à economia real. O Bank of America reduziu a recomendação de ações brasileiras para neutra, citando fechamento do ciclo de cortes.
A inflação americana, medida pelo CPI, ficou em 4,2% ao ano, a maior leitura em três anos, o que alimenta receio de ainda mais aperto monetário globalmente e reforça pressão sobre previsão doméstica.
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