As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram cerca de 12% neste início de ano, destacando-se entre os principais bancos listados na B3. O movimento ocorre em meio a pressão vendedora observada pelo mercado, conforme ressaltado por analistas.
O papel abriu 2026 em torno de R$ 21,92 e recuou para aproximadamente R$ 19,11, afastando-se de pares como Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), que apresentaram maior estabilidade no mesmo período.
Analista aponta fraqueza e sinais técnicos
Fabrício Lorenz, especialista em ações, afirma que o Banco do Brasil se tornou o elo mais fraco do setor no gráfico. Segundo ele, o papel já registrou queda de dois dígitos e não exibe sinais técnicos favoráveis à compra no momento.
Para Lorenz, a diferença de comportamento entre os papéis sinaliza fraqueza. Ele aponta que o ativo está sob pressão vendedora intensa e pode cair ainda mais, em contraste com Itaú e Bradesco, que aparecem mais fortes.
Alta frustrada e cenário técnico
O analista observa que houve tentativa de recuperação recente, sem sustentação. A movimentação ocorreu, segundo ele, no dia 14, mas não ganhou impulso suficiente e foi revertida.
Na leitura técnica, tentativas de reversão não confirmadas reforçam a tendência de baixa existente. O giro de BBAS3 segue, portanto, com inércia negativa.
Suporte relevante e cautela na entrada
O ponto de apoio mais importante, segundo Lorenz, fica em R$ 17,80, região que congrega o piso visto no fim do ano passado e em julho. Há espaço para novas quedas até lá, segundo a avaliação.
Para quem acompanha o ativo, a entrada não deve ocorrer de forma precipitada mesmo que o preço chegue a essa zona, alerta o analista. Ele sugere esperar confirmação de reversão em gráfico semanal antes de qualquer decisão.
Perspectiva semanal e definição de janela
Lorenz reforça que o gráfico semanal aponta tendência de baixa, o que eleva o risco de operações de curto prazo com base no gráfico diário. O recomendado é buscar sinais mais consistentes no semanal para decisões de investimento de longo prazo.
Fundamentos pesam contra
Os fundamentos acompanham o cenário técnico desfavorável. O Banco do Brasil divulgou lucro de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre, queda de 53% anual, e revisou o guia de lucro líquido ajustado de R$ 22–26 bilhões para R$ 18–22 bilhões.
O Itaú BBA revisou o preço-alvo de BBAS3 de R$ 22 para R$ 21 e manteve recomendação neutra, ressaltando que o banco pode enfrentar mais efeitos adversos do agronegócio e elevar provisões até o terceiro trimestre de 2026.
Para Lorenz, o recado é claro: o momento ainda envolve pressão de venda. O analista aponta que o cenário continua desfavorável para compra neste estágio.
Entre na conversa da comunidade