O Governo do Distrito Federal anunciou a ocupação do CAD-DF, antigo Centrad, em Taguatinga. A decisão prevê a transferência integral de cinco pastas para o complexo nos próximos 90 dias, com a Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo funcionando parcialmente no local. O objetivo é reduzir gastos com aluguel e aumentar a mobilidade institucional.
Celina Leão, governadora, afirmou que a mudança não busca apenas economia, mas também descentralização e fluidez na mobilidade interna. A primeira fase ocupará 31% do complexo, que tem capacidade para 1.638 servidores, com atuação gradual ao longo de três meses. O valor estimado de economia é de até R$ 168 milhões por ano.
Na fase inicial, as pastas escolhidas estavam com vencimentos próximos à renovação de contratos, evitando multas. Serão investidos R$ 1,8 milhão em reparos no CAD-DF, incluindo pintura, impermeabilização e fiações. A cerimônia ocorreu no Palácio do Buriti.
Planejamento da ocupação
A transferência das secretarias acontecerá sem aquisição de novos móveis, aproveitando a estrutura existente. A Secretaria de Obras lidera a primeira leva, seguida por Seduh, Mobilidade, Meio Ambiente e DF Legal, com ganhos estimados entre R$ 3,1 milhões e R$ 5,5 milhões anuais por pasta.
A previsão é que a ocupação total do CAD-DF reduza gastos com aluguel, que hoje chegam a cerca de R$ 14 milhões por mês. A economia será destinada a áreas prioritárias como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura.
Desdobramentos e infraestrutura
A Secretaria de Obras elabora projetos para dois novos viadutos de acesso ao complexo, visando facilitar a circulação e a ocupação plena do CAD-DF. A expectativa é que as obras beneficiem também regiões vizinhas, como Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Águas Claras.
Além disso, o governo planeja explorar uma área comercial integrada ao metrô e avaliar concessões para uso do espaço, com receita destinada à manutenção do complexo. A ocupação parcial já contaria com Habite-se e Relatório de Impacto de Trânsito aprovados.
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