O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu as críticas sobre o controle de gastos nos últimos anos e informou que a meta fiscal prevista para 2026 será atingida, assim como ocorreu em anos anteriores, mesmo diante da war no Oriente Médio e dos efeitos na economia global. O discurso dele reforça que o arcabouço fiscal está sendo cumprido com rigor.
Durigan afirmou que as críticas configuram desinformação, contestando estudos que apontam expansão de gastos acima dos limites da regra fiscal. Entre as referência citadas, ele mencionou um estudo de Marcos Mendes, da XP Investimentos, que aponta possível aumento de 215 bilhões de reais em despesas com novos programas em 2026.
Ele explicou a diferença entre o corte de despesas primárias do Orçamento, que somam 23 bilhões neste ano, e as linhas de crédito e financiamento do governo, utilizadas por categorias como motoristas de aplicativo, empresas de caminhões e ônibus e outros setores impactados pela tarifa. Segundo o ministro, esses recursos são devolvidos aos cofres públicos por meio de crédito e financiamento, prática que, para ele, já ocorreu em 2024, 2025 e em governos anteriores.
Linhas de crédito como instrumento de retorno de recursos
Esse mecanismo, conforme Durigan, não representa déficit adicional, mas retorno de recursos ao Tesouro por meio de operações de crédito e financiamento. O ministro ressaltou a necessidade de esclarecer esse ponto para evitar interpretações erradas pela população.
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