A KPMG pode perder contratos governamentais na Austrália após alegações de uso indevido de dados confidenciais. A investigação começou com a denúncia de má conduta, levantada no Senado pela ASIC, e envolve a atuação da empresa no mercado australiano de auditoria. A notícia chega em meio a críticas sobre a gestão da denúncia pela KPMG Austrália.
A KPMG anunciou em 29 de maio a renúncia do CEO Andrew Yates e do chefe de auditoria da unidade australiana. A controvérsia envolve documentos confidenciais do conselho da empresa imobiliária Lendlease, supostamente usados pela KPMG para obter novos contratos de auditoria com outras empresas, incluindo o Westpac. A Lendlease avalia reavaliar seu contrato com a firma.
A investigação interna da KPMG, cuja conclusão não atendeu ao que a comunidade espera, provocou a reação de órgãos reguladores e de clientes. Além da auditoria da Lendlease, a KPMG divulga que atua para o Banco Central da Austrália e administra a linha direta de denúncias do banco, o que pode sofrer impactos no âmbito de futuras licitações.
Implicações e próximos passos
O caso aumenta a pressão sobre contratos governamentais mantidos pela KPMG. O Partido Verde solicitou revisão de todos os contratos entre agências governamentais e a empresa. Governos estaduais também estudam reavaliação de acordos vigentes. Sócios devem depor em comissão parlamentar em 19 de junho.
A polêmica guarda semelhança com episódio de 2023 envolvendo a PwC, que também enfrentou críticas por compartilhamento de informações internas sobre medidas contra a sonegação. A PwC acabou vendendo sua operação com o governo australiano por 1 dólar australiano.
Entre na conversa da comunidade