O Braskem teve alta expressiva nesta quinta-feira, 11, após o Fundo Shine I (FIP) protocolar uma oferta pública de aquisição de ações. A OPA visa comprar 100% das ações da Braskem, acompanhando a lógica de controle já utilizada na transação com a Novonor.
O protocolo ocorreu antes da aprovação da CVM e da B3. Mesmo sem registro definitivo, a divulgação indica que o edital da oferta dependerá desses trâmites regulatórios para seguir adiante.
Às 11h20, as ações BRKM5 subiam 5,5%, para R$ 9,79, no topo do Ibovespa. A máxima do dia foi de R$ 10,31, com ganho de 11,1%. A operação depende de registros necessários para avançar.
Nova estrutura de controle
Após a conclusão do acordo com a Novonor, a IG4, via Shine, passou a deter 50,1% das ações com direito a voto da Braskem. A Petrobras mantém 47% do capital votante.
A Braskem também promoveu mudanças na diretoria. Helcio Tokeshi, sócio da IG4, assumiu a presidência. Roberto Paraiso Ramos deixou o cargo. Carlos Augusto Machado Pereira de Almeida Brandão foi indicado CFO e RI.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, passou a integrar o conselho de administração da Braskem.
Perspectivas e visão de analistas
O Citi trocou o preço-alvo de Braskem, de R$ 14 para R$ 11,50 até o fim de 2026. Apesar da queda, há estimativa de valorização de 24% frente o fechamento anterior, com recomendação neutra.
Segundo o banco, tensões geopolíticas no Oriente Médio criam incertezas para o setor petroquímico. Fundamentais, porém, seguem pressionados pela demanda fraca e pela maior oferta global.
A instituição também aponta que uma renegociação com credores e um plano de reestruturação financeira pode trazer benefícios aos acionistas, caso haja carência de dívida até 2027 e possível desconto entre 5% e 25% sobre a dívida bruta.
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