O BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, enfrenta ainda efeitos da crise ligada ao Banco Master, liquidado. Cerca de 6 bilhões de reais em saques foram realizados por clientes desde novembro, com parte coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O banco tenta até o fim do mês fechar uma solução de capitalização e salvaguardas para retomar a recuperação.
O CEO Nelson Antônio de Souza afirmou que o pior da crise de liquidez já passou. Em entrevista à Bloomberg News, ele destacou que o BRB mira uma capitalização de até 8,8 bilhões de reais, com empréstimo do FGC que pode chegar a 6,6 bilhões e aporte do governo local. A ideia é cobrir perdas esperadas com ativos herdados do Master.
Detalhes da negociação e cenários
Brasília trabalha para concluir as tratativas com o FGC até o fim de junho, com garantia de repasse de recursos por bancos de grande porte do país. O formato prevê prazo de 15 anos, pagamentos começando em 2028, conforme o governo local coordena a operação. A ação depende de flexibilização fiscal aprovada em maio.
A operação também envolve que o governo do DF participe ativamente do aporte, mantendo controle majoritário do BRB. A expectativa é estabilizar o banco regional, ainda sob vigilância de agências de rating e do mercado, diante da fragilidade financeira herdada do Master.
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