A abertura da Copa do Mundo de 2026 acontece no México, que recebe o jogo inaugural entre México e África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México. O evento coloca o país sob os holofotes, mas o foco econômico permanece na sua posição como uma das economias mais relevantes da América Latina.
Com PIB estimado em US$ 1,86 trilhão em 2024, o México figura como a segunda maior economia da região, atrás apenas do Brasil. A proximidade com os EUA sustenta uma posição estratégica no comércio global, fortalecendo setores industriais e de serviços.
A indústria é um pilar central, especialmente nos setores automotivo, eletrônico, aeroespacial, de eletrodomésticos e dispositivos médicos. O nearshoring tem ampliado a presença de produção próxima aos grandes mercados consumidores.
O acordo USMCA, que substituiu o Nafta, intensificou a integração com Canadá e EUA, consolidando o México como plataforma de exportação. Em 2025, o comércio de bens com os EUA atingiu US$ 872,8 bilhões, com exportações mexicanas de US$ 534,9 bilhões.
O turismo também representa peso relevante. Cidades como Cancún, Cidade do México, Tulum, Playa del Carmen e Los Cabos recebem milhões de visitantes, com a Copa potencializando o fluxo temporário de turismo e impacto em hotelaria, alimentação, transporte e entretenimento.
Desafios persistem. O Banco Mundial projeta crescimento de apenas 0,5% para 2025, com recuperação até 1,9% em 2027. Infraestrutura, segurança, produtividade e inflação elevadas aparecem entre as principais dificuldades, segundo analistas.
A economia mexicana depende diretamente do desempenho da atividade norte-americana. A ampliação de negócios e investimentos depende de estabilidade, previsibilidade regulatória e fortalecimento de cadeias de suprimento.
A Copa do Mundo de 2026 amplia a visibilidade econômica do México, especialmente nos setores de turismo, consumo e serviços. No entanto, especialistas lembram que o torneio tende a ter efeito pontual, sem alterar de forma permanente o cenário macro.
Para especialistas, a ofensiva comercial e o nearshoring devem avançar para além do torneio, buscando crescimento mais estável a partir de contratos e investimentos de longo prazo. A competição mundial reforça a necessidade de políticas estáveis.
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