A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) alertou nesta quarta-feira (11) sobre a possibilidade de a conta de energia subir até 20% em 2027. A projeção envolve fatores como a manutenção da metodologia CVaR 15/40 pelo CMSE e a chegada do El Niño.
Segundo a Fiemg, manter a metodologia CVaR 15/40, usada para medir o risco de escassez de energia, é crucial para a segurança do sistema elétrico. Porém, esse modelo pode aumentar custos para os consumidores em anos de maior volatilidade climática.
A entidade aponta que o El Niño aumenta temperaturas e reduz chuvas no Sudeste, o que pode reduzir a geração hidrelétrica, responsável por cerca de 70% da matriz brasileira. Com menos água, a energia gerada fica mais cara.
Fatores e impactos previstos
João Carlos de Oliveira, especialista em energia da Fiemg, afirma que o reajuste pode ocorrer de forma gradual, com possibilidade de alta de até 20% em 2027. Diversificação da matriz e incentivo a renováveis são sugeridos como mitigadores.
A Fiemg orienta consumidores a adotarem medidas de economia de energia e a buscarem fontes alternativas de geração. A discussão sobre reajustes deve envolver governo e concessionárias para a sustentabilidade do sistema.
Caminhos sugeridos pela entidade
A coordenação de políticas públicas e o papel de distribuidoras são apontados como cruciais para reduzir impactos na tarifa. A diversificação energética é destacada como estratégia essencial para a estabilidade econômica dos lares.
Entre na conversa da comunidade