O Fundo Amazônia arrecadou 2,6 bilhões de reais em doações de oito países, além da União Europeia, e aprovou quase 4,3 bilhões de reais em projetos entre 2023 e maio deste ano. Os recursos visam combate ao desmatamento, prevenção e recuperação ambiental.
A divulgação foi feita pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo BNDES. O fundo, criado em 2008, opera com recursos captados e geridos para apoiar iniciativas no Brasil. Entre 2023 e 2026, 60% das aprovações e contratos ocorreram nesse período.
Aprovações rápidas sob Lula e impactos de longo prazo
Entre 2023 e 2025, a média anual de investimentos aprovados ficou perto de 1,3 bilhão de reais, quatro vezes maior que a média entre 2009 e 2018. O montante já contratado soma 2 bilhões, com 600 milhões ainda por firmar contratos.
Noruega é o principal doador, com 618 milhões de reais, seguida pelo Reino Unido, com 555 milhões. Outros contribuintes incluem EUA, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Irlanda e Japão, além da União Europeia. O desembolso médio anual atual é de 263 milhões de reais.
Foco de ações e projetos em execução
O Restaura Amazônia recebe 450 milhões de reais do fundo para reflorestar áreas ao sul e sudeste da floresta, gerando empregos e aumentando a restauração de hectares. O projeto estima plantar 24 milhões de árvores e capturar 4,5 milhões de toneladas de carbono em 30 anos.
No total, há investimentos que somam 1,2 bilhão de reais voltados a apoiar populações que protegem a floresta, com ênfase em renda, saneamento e educação. Também há 521 milhões de reais para prevenção e combate a incêndios florestais, com aquisição de equipamentos e capacitação.
Avanços e riscos climáticos
O governo federal destaca que o período 2023-2026 representa 60% das ações do Fundo Amazônia desde sua criação. A expectativa é ampliar a cobertura em municípios da Amazônia Legal, já com projetos em 75% deles. O Brasil sinaliza continuidade de medidas para enfrentar incêndios e desmate.
Especialistas ressaltam que o aumento de recursos permite maior alcance regional e integração entre atores locais. A gestão segue sob responsabilidade do MMA, com execução pelo BNDES, buscando maior eficiência e transparência nos desembolsos.
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