O mercado imobiliário de 2026 mostra direções opostas: aceleração no segmento popular e recuo na alta renda, impactados por juros altos e pelo aumento de lançamentos via o programa habitacional MCMV. A demanda por aluguel cresce com a dificuldade de financiamento.
A construção acompanha essa transformação: São Paulo registra queda de 5% nos lançamentos no 1º trimestre, puxada pela retração de médio e alto padrão, enquanto o país apresenta alta nacional de lançamentos, segundo dados de associação setorial.
A relação entre demanda e oferta segue o efeito do crédito: aluguel mais caro e pouca entrega de imóveis prontos elevam os preços acima da inflação, impulsionados pela cautela da classe média na compra de imóveis.
Cenário de crédito e financiamento
O crédito imobiliário se amplia mesmo com a taxa Selic em 14,5% ao ano. O Santander passou a financiar até 90% do valor do imóvel em operações selecionadas, reduzindo a entrada para 10%. O home equity atinge recorde de R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre de 2026.
Especialistas apontam que a engenharia financeira ganha protagonismo: flexibilização de regras busca captar compradores de média e alta renda, com redução de entrada e maior uso de garantias para liquidez e rentabilidade.
Perspectivas e impactos
Analistas ressaltam que o sucesso depende da capacidade de adaptação ao mercado. A força do segmento popular contrasta com a cautela da alta renda, exigindo mudanças em práticas de construção e financiamento para manter a liquidez.
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