A pobreza entre as regiões metropolitanas brasileiras recuou para 18,4% em 2025, frente a 19,5% em 2024. O dado faz parte do 17º boletim Desigualdade nas Metrópoles, elaborado pela PUC-RS Data Social em parceria com o Observatório das Metrópoles. Abrange as 22 principais metrópoles do país.
O levantamento aponta que a renda aumentou para todos os grupos, inclusive os mais pobres, o que explica a queda da pobreza. Apesar disso, a ascensão foi menor entre os mais ricos, o que acentuou a desigualdade conforme o índice de Gini.
A renda domiciliar per capita subiu para R$ 2.766 em 2025, com alta de 6,8% frente a 2024, marcando novo recorde. Entre os 40% mais pobres, a renda média foi de R$ 734, enquanto os 10% mais ricos chegaram a R$ 11.837.
Desempenho da renda e da pobreza
Para 2025, 15,2 milhões de pessoas eram pobres nas metrópoles, o menor contingente da série. A pobreza extrema caiu de 3,4% para 3,2%. Nesse grupo, estimam-se 2,6 milhões de indivíduos.
Os dados indicam que a linha de pobreza mensal ficou em cerca de R$ 729, e a de extrema pobreza em torno de R$ 229. Comparando com 2021, houve queda expressiva no total de pobres.
Desigualdade entre regiões
Brasília teve o maior índice de Gini entre as metrópoles, em 0,570, enquanto Cuiabá registrou o menor, 0,459. O Nordeste concentra fortes variações regionais, com Fortaleza apresentando a maior pobreza entre as capitais utilizadas no estudo (34,1%).
Na Grande São Paulo, a pobreza ficou em 13,1%, abaixo da média das metrópoles (18,4%). Em contrapartida, a extrema pobreza chegou a 6,6% em São Luís, apontando disparidades significativas entre as regiões.
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