Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, criticou a aprovação no Senado de propostas consideradas de alto custo. Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta (11), ela afirmou que o momento é inadequado e que os textos não deixam claro de onde sairão os recursos.
A ex-ministra defendeu que a saída de recursos seja compensada com menos emendas parlamentares. Tebet destacou a necessidade de priorizar medidas com impacto orçamentário claro e apontou que o pacote pode engessar o orçamento.
Ela também comentou sobre a aproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacando a importância do diálogo para afastar atritos. Segundo Tebet, o senador é um interlocutor aberto ao consenso.
Pautas-bomba: o que envolve
Três projetos aparecem como prioritários pelo governo, em avaliação interna, com forte efeito financeiro. O primeiro trata da renegociação de dívidas rurais, criando linha especial para produtores afetados por estiagens e dificuldades econômicas.
O segundo projeto aumenta o piso de médicos e dentistas, elevando a remuneração para uma jornada de 20 horas semanais. O texto segue para a Câmara, caso não haja recursos no plenário do Senado.
O terceiro item é uma PEC que reduz a idade mínima para aposentadoria de agentes de saúde, estabelecendo 57 anos para mulheres e 60 para homens, com 25 anos de contribuição. O Ministério da Previdência estima impacto de aproximadamente R$ 99 bilhões para União, estados e municípios.
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