Em maio, o IPCA avançou 0,58%, segundo dados do IBGE. A inflação mais alta sustenta o retorno de títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+. Hoje, o título IPCA+ 2032 remunera IPCA mais 8,06%, ante IPCA mais 8,21% na véspera. Mesmo com recuo recente, as taxas ainda operam em patamares elevados.
Os rendimentos de títulos atrelados à inflação acompanham o movimento de juros global. O cenário externo facilitou quedas nas taxas, mas as perspectivas de ajuste monetário no Brasil mantêm o ambiente de maior volatilidade. Investidores devem considerar o efeito da variação de preço do título no curto prazo, caso haja alta de juros.
É importante lembrar que o preço de um título varia ao longo do tempo. Se as taxas de mercado sobem, o papel perde valor no mercado secundário. Quem precisar vender antes do vencimento pode enfrentar prejuízo. No caso do IPCA+ 2032, a rentabilidade atual é superior a 8% acima da inflação, porém sujeita a oscilações.
Cenário macro e impacto na carteira
O Copom é esperado manter a Selic em 14,50% na próxima reunião, marcada para quarta-feira. O cenário aponta para cautela diante da deterioração das expectativas de inflação e de uma atividade econômica mais resiliente que o previsto para a fase atual de aperto monetário.
Especialistas destacam que a comunicação do Banco Central deve preservar flexibilidade e indicar que o processo de queda da taxa continua em curso. A sinalização sobre próximos ajustes dependerá da evolução dos dados, especialmente da inflação, das expectativas e da atividade econômica.
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