O IPCA e o IGP-M são índices usados para medir inflação no Brasil, mas representam realidades diferentes. O IPCA reflete o poder de compra do consumidor, enquanto o IGP-M está ligado à disponibilidade do mercado.
Segundo o economista Miguel Daoud, o IGP-M funciona como uma leitura de atacado, não chegando diretamente ao bolso do consumidor. A diferença decorre dos critérios de cálculo do IBGE.
Para que os efeitos do IGP-M se façam sentir no orçamento, é preciso ocorrer variação brusca nos números. Em 2017, o IPCA fechou em 2,95%, enquanto o IGP-M ficou negativo em 0,52%.
Já em 2019, houve o cenário oposto: o IGP-M de aluguéis encerrou o ano em 7,30%, e a inflação oficial ficou em 4,31%.
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