A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo) e representantes do setor agroindustrial apontam que a ideia de extinguir a escala de trabalho 6×1 pode frear a produção. O debate envolve impactos na atividade agrícola, na cadeia de insumos e na logística de campo.
Clorialdo Roberto Levrero, do conselho deliberativo da Abisolo, enfatiza que as dinâmicas do campo exigem flexibilidades que não cabem em regras rígidas. Segundo ele, a agricultura funciona com janelas de plantio e colheita bem definidas, o que pode pressionar prazos e produtividade.
Além das atividades no campo, ele ressalta que toda a cadeia de insumos é afetada, incluindo equipamentos industriais que operam continuamente. Desligar such equipamentos implica custos elevados de recuperação e impacto operacional.
Proposta de modernização com período de transição
Para Levrero, a legislação trabalhista precisa ser atualizada sem ignorar realidades específicas de cada setor. Ele cita um manifesto da Fiesc, com mais de 3 mil assinaturas representando 90% da economia, defendendo ajustes sem ruptura abrupta.
A Abisolo defende que mudanças legislativas devem ocorrer com participação de indústria, comércio, trabalhadores e governo, incluindo um período de transição. O objetivo é evitar impactos absurdos na prática.
A percepção é de que a lei atual atende entre 70% e 80% do setor, mas surgem desafios recentes. Dificuldades para registrar safristas aparecem quando trabalhadores preferem manter benefícios governamentais em durante a colheita.
Legislação atual e desafios
O ponto crítico envolve a formalização da mão de obra sazonal. A continuidade de atividades durante períodos de safra exige planejamento e ajustes que deem flexibilidade sem comprometer direitos trabalhistas.
Especificamente, o problema de registro de safristas e a necessidade de acompanhar benefícios governamentais são citados como entraves a uma transição suave. A pauta continua sob avaliação institucional.
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