As festas juninas devem movimentar mais de R$ 7 bilhões em todo o Brasil neste ano, segundo estimativas do mercado. O impacto abrange alimentos típicos, além de refletir em agricultura, indústria, transporte, turismo, hotelaria e eventos.
A estimativa aponta efeitos amplos na economia, não se restringindo ao varejo de alimentos. Setores como indústria de insumos, serviços de alimentação e logística também são citados como beneficiados pelo período.
Especialistas destacam que junho é um dos meses mais relevantes para o varejo brasileiro, especialmente no segmento de alimentos. As vendas de itens sazonais são acompanhadas por compras de bebidas, descartáveis e itens para receber visitas.
Segundo Fabrício Tonegutti, o consumo de produtos típicos aumenta, mas o efeito vai além disso. O planejamento de compra costuma envolver receitas e a montagem de uma experiência completa para o público.
Em algumas cidades do Nordeste, o impacto econômico das festas juninas pode ultrapassar o observado em períodos de fim de ano, tradicionalmente fortes para o comércio, aponta o especialista.
Safra de milho e pressão de preços
Este ano, a chegada de uma das maiores safras de milho facilita a oferta do ingrediente principal das festas. A maior disponibilidade tende a reduzir pressões sobre os preços.
Ainda assim, itens como leite condensado, derivados lácteos, ovos, coco ralado e amendoim costumam registrar alta devido à demanda concentrada em poucas semanas, segundo Tonegutti.
Geração de renda e oportunidades
Além do consumo, as festas geram renda e emprego, especialmente para pequenos empreendedores. Costureiras, artesãos, músicos, ambulantes, decoradores e produtores rurais buscam oportunidades no período festivo.
O destaque fica para o efeito disseminado do dinheiro circulando entre milhares de trabalhadores independentes. Assim, as festas juninas fortalecem cadeias produtivas regionais e mantêm tradições.
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