Os avós cuidando de netos deixaram de ser exceção nos Estados Unidos. Pesquisa da AARP com 3.300 avós mostra que 15% fornecem cuidado diário ou quase diário, somando mais de 500 horas por ano, o equivalente a 12,5 semanas de trabalho em tempo integral.
Entre os casos, Kasia Gay, 69 anos, ficou viúva e se dedica a buscar os netos na escola e lavar roupas da família, dedicando grande parte do tempo aos netos. Francine Griesing, 68, trabalha meio período como advogada e oferece pelo menos 15 horas semanais de cuidado gratuito para dois netos.
A pesquisa também traz contexto sobre o custo dessa ajuda: em média, os avós gastam 2.654 dólares por ano com seus netos, incluindo mais de 700 dólares com presentes e necessidades básicas. Ao somar cuidado não pago e suporte financeiro, o chamado “economia dos avós” chega a 904 bilhões de dólares.
Economia e custos
AARP aponta que 28% dos avós ou das famílias dos netos mudaram de residência para ficar mais perto. Em contraste, 11% relatam sentir-se subvalorizados e 13% dizem estar fisicamente exaustos pelo cuidado diário, impactando rendimentos fixos de aposentadoria.
Segundo Debra Whitman, executiva da associação, os avós são uma base econômica importante para o país, ainda que muitas vezes não recebam o reconhecimento adequado. A realidade varia conforme famílias, locais e situações legais e financeiras.
Desafios e escolhas
Casos como o de Gay ilustram vínculos estreitos com os netos, com celebração de datas especiais e apoio contínuo, mesmo diante de tensões familiares. Griesing enfatiza a satisfação de ser avó, mesmo com cansaço, destacando o papel essencial na vida das crianças.
Os dados destacam que a maioria aprecia o convívio com os netos, mas muitos precisam equilibrar renda, saúde e custos de vida. A pesquisa reforça a percepção de que os avós são parte central do suporte familiar nos EUA, com impactos sociais e econômicos significativos.
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