O World Gold Council (WGC) revelou que bancos centrais pretendem comprar ouro a um ritmo recorde neste ano. Em pesquisa com 74 entidades monetárias, 45% sinalizaram planos de aquisição no próximo ano, dois pontos acima de 2025. O dado indica que a demanda pode sustentar a alta do metal.
A queda recente do preço, impulsionada pela guerra na região, é apontada como oportunidade para compras. O ouro vem se fortalecendo desde 2021, mas o atual recuo, com efeitos sobre energia e inflação, reduz a atratividade do metal para alguns investidores de curto prazo.
Estrutura de compras e diversificação
Ao mesmo tempo, as compras são parte de uma estratégia maior de diversificação de reservas. Cerca de 74% dos pesquisados indicam moderar ou reduzir reservas em dólares nos próximos cinco anos. A motivação exata não é detalhada pelo WGC, mas o contexto aponta para maior busca por diversificação geográfica e de ativos.
Destinos e métodos de aquisição
A custódia continua sendo concentrada em Londres, com 57% das entidades usando o Banco da Inglaterra. Contudo, houve aumento de gestão interna: 9% armazenaram mais ouro no país e 10% diversificaram localizações de guarda. Programas de acumulação local também ganham força, financiando compras com moeda local.
Perspectivas por região
Mercados emergentes e economias em desenvolvimento devem responder pela maioria das compras no próximo ano. Estima-se que aproximadamente 53% dessas entidades planejam ampliar suas reservas, ante 18% entre bancos centrais de economias avançadas. A demanda depende de fatores econômicos e da volatilidade do dólar.
Contexto geopolítico
Especialistas ressaltam que o cenário político influencia decisões de investimento em ouro. O custo de energia e o aperto de políticas monetárias podem manter o ouro como proteção, apesar de vendas pontuais por alguns países. A confiança no dólar pode seguir sendo questionada por fatores externos.
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