O BTG Pactual concluiu a integração das aquisições da operação brasileira do Julius Baer e da JGP, de André Jakuski, fortalecendo sua atuação no segmento de grandes fortunas. A fusão elevou os ativos sob gestão do family office para R$ 130 bilhões, após somar R$ 78 bilhões com as novas aquisições.
Antes, o banco possuía R$ 40 bilhões sob gestão no segmento. Rogério Pessoa, sócio e global head do wealth management do BTG Pactual, destaca que a plataforma resultante combina independência operacional com a estrutura de uma instituição financeira global. O BTG vê oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico.
A fase atual é de escalonamento. O BTG pretende ampliar a gestão de fortunas no Brasil e no exterior, explorando sinergias da integração e fortalecendo o family office como alavanca de crescimento. O grupo reportou mais de R$ 1,2 trilhão sob gestão em wealth management, com alta de 28% em 12 meses.
Expansão internacional e foco regional
A estratégia inclui atuação no exterior para atender brasileiros e latino-americanos. O BTG já opera offshore com cerca de US$ 35 bilhões e busca ampliar esse patamar. A presença europeia está em Lisboa, Madri, Londres e Luxemburgo, com cerca de € 3,5 bilhões sob custódia e 40 profissionais.
A unidade europeia nasceu para atender brasileiros que residem ou estruturam patrimônio na região, ampliando o escopo para clientes locais. Nos Estados Unidos, a aquisição do M. Safra Bank permitiu oferecer serviços bancários completos e ampliar a equipe no país, passando a contar com cerca de 70 profissionais.
A atuação no Brasil e na América Latina também envolve aquisições estratégicas continuadas. Além da JGP e Julius Baer, o BTG incorporou a Greytown Advisors, em Miami, com cerca de US$ 1 bilhão sob gestão, e passou a incluir a GGP, um small family office do Rio de Janeiro. A carteira de clientes latinos e europeus molda a visão de um private bank global com DNA regional.
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