O Brasil vive uma expansão dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Empresas estruturam fundos próprios para financiar operações, transformando recebíveis em liquidez.
Com juros elevados e crédito bancário mais restrito, o crédito via mercado de capitais — especialmente recebíveis, CRIs, CRAs e debêntures — cresce de 15% a 20% ao ano, superando o ritmo do crédito tradicional. O estoque privado já passa de R$ 2,7 trilhões.
Essa atmosfera incentiva a desintermediação bancária. Empresas buscam capital de giro por meio de FIDCs próprios, reduzindo dependência de bancos e ganhando previsibilidade de caixa. Investidores institucionais destinam maior exposição a ativos ligados à economia real.
Estruturação e atuação de mercado
O modelo de FIDC próprio reúne recebíveis em um fundo e capta recursos diretamente de investidores. Empresas ganham fonte recorrente de financiamento com base no fluxo de vendas, com gestão estruturada e escalável.
Grupos especializados atuam na originação, estruturação e operação de crédito, criando FIDCs exclusivos. Essa atuação facilita o acesso de médias empresas a soluções sofisticadas de crédito, impulsionando a alavancagem de vendas e o equilíbrio de tesouraria.
Papel de players e impacto operacional
O Grupo Everblue atua como parceira estrutural, conectando companhias ao mercado de capitais. Mais de 10 mil operações já foram realizadas, com crédito concedido superior a R$ 4 bilhões, fortalecendo o crédito corporativo estruturado.
Analistas destacam que a digitalização de processos financeiros e plataformas de estruturação ampliam o alcance desse modelo. O FIDC próprio tende a se consolidar como ferramenta-chave de financiamento nos próximos anos.
Perspectivas e equilíbrio de mercado
Especialistas apontam ganhos de eficiência, redução de custos e maior previsibilidade para empresas que estruturam recebíveis. O movimento aponta para uma tendência de crescimento sustentável do uso de ativos estruturados no financiamento empresarial.
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