O ETF ARGE11, que representa ações argentinas ou companhias com grande receita no país, subiu quase 18% em maio, segundo a Quantum. O movimento chamou a atenção de quem acompanha o mercado argentino, diante da volatilidade do ano.
O ETF é gerido pela Investo e a carteira busca expor investidores brasileiros a ativos argentinos de forma simples, sem entrar direto no mercado externo. Em maio, o ARGE11 avançou 17,8%.
A recuperação, segundo a gestão, ficou impulsionada pela melhoria de indicadores macro e pela confiança contínua no programa de reformas. O risco-país caiu para perto de 498 pontos-base, o menor patamar em anos, com ajuste fiscal e trajetória de desinflação sustentando o superávit primário. O FMI manteve projeções de crescimento de 4% para 2026, reforçando o otimismo sobre o andamento econômico.
Volatilidade e liquidez
Apesar do ganho de maio, o ARGE11 não tem trajetória linear. No acumulado de 2026, a alta fica em 0,6%, pois ganhos e perdas de meses anteriores se compensaram. Em janeiro houve alta de 0,97%, fevereiro caiu 15,10%, março subiu 10,90% e abril caiu 10,22%.
A liquidez do fundo também merece atenção. Em maio, o ARGE11 tinha cerca de 1,18 mil cotistas e patrimônio líquido de aproximadamente R$ 46 milhões. A base de investidores é sólida, mas menor do que a de ETFs mais conhecidos, o que pode dificultar negociações em momentos de tensão.
Perspectivas de investimento
Para quem aposta na recuperação da economia argentina, o ARGE11 pode seguir sendo uma opção prática de exposição ao tema. Contudo, a gestão ressalta que reformas continuam em curso e a volatilidade pode persistir. O investimento deve ser acompanhado por estratégias de diversificação.
Investidores com menor tolerância ao risco devem considerar o histórico recente como sinal de que ganhos elevados vêm acompanhados de oscilações significativas. O fundo requer avaliação cuidadosa de liquidez e do cenário político e econômico.
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