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Acordo de livre comércio Reino Unido-Índia entra em vigor em julho

Acordo de livre comércio entre Reino Unido e Índia entra em vigor em quinze de julho, após resolver tarifas de aço, elevando PIB em £4,8 bilhões e comércio em £25,5 bilhões

Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, durante encontro em Chequers, no Reino Unido
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O acordo de livre comércio entre Reino Unido e Índia entra em vigor em 15 de julho, após a Índia confirmar que as preocupações com o novo regime tarifário do aço no Reino Unido foram resolvidas. O pacto, fechado no ano passado, visa ampliar o comércio bilateral e estimular investimentos entre as duas maiores economias da região.

Segundo o governo britânico, o acordo tende a elevar o PIB do Reino Unido em cerca de 4,8 bilhões de libras e a impulsionar o comércio entre os dois países em até 25,5 bilhões de libras a longo prazo. A Índia mantém tarifas reduzidas para produtos seletivos sob o regime acordado.

Na prática, a Índia vai reduzir tarifas sobre uísque para 40% até o décimo ano do pacto e manterá uma cota de 100% para automóveis com tarifa em 10%. O Reino Unido, por sua vez, reduzirá tarifas sobre roupas, calçados e alguns alimentos.

Tarifa de aço e impacto no acordo

As negociações sobre o aço dominavam as propostas, mas, nesta semana, as duas nações se comprometeram a avançar com a implementação sem atraso. A medida evita atrasos que poderiam prejudicar o aperfeiçoamento do comércio entre as duas economias.

Autoridades indianas afirmaram que 85% das exportações indianas não seriam impactadas pelas medidas britânicas sobre o aço, que visam proteger a indústria doméstica. As linhas cobertas pelas medidas terão acesso via cotas e outros mecanismos.

Benefícios econômicos e condições de trabalho

Após as deliberações, os dois governos reiteraram que o ambiente comercial deve permanecer estável e previsível para exportadores. O acordo também prevê isenção de contribuições de previdência social para trabalhadores temporários entre os países por um período de cinco anos, ampliando a atual exceção.

Um funcionário britânico destacou que as negociações para a implementação do FTA são distintas das questões de aço, enfatizando a separação entre os temas. O anúncio também foi marcado pela postura de cooperação entre as partes, com foco na redução de barreiras e estímulo ao comércio.

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