O Copom reduziu a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, anunciando a decisão nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026. O corte ocorreu no contexto de avaliação de cenário inflacionário e de perspectivas para a atividade econômica.
A medida gerou leituras distintas entre agentes do mercado e da indústria. Enquanto entidades do setor produtivo pedem mais queda de juros para estimular investimentos, economistas veem maior cautela do BC e indicam a possibilidade de interrupção de cortes em futuras reuniões.
A Confederação Nacional da Indústria avaliação a redução como insuficiente para reverter a estagnação de investimentos e manter pressão sobre custos. Para a entidade, a Selic continua acima do nível de equilíbrio, estimado em 11,1% ao ano.
Reação do setor produtivo
O presidente da CNI afirmou que juros reais elevados dificultam a expansão da atividade, citando o acordo entre EUA e Irã como fator que poderia reduzir pressões sobre o petróleo e justificar novo ritmo de cortes pelo BC.
O presidente da Fiesp externou críticas ao patamar atual da taxa, destacando que a política de juros trava a produção e o crescimento.
O economista-chefe da Firjan destacou o efeito de custos de insumos e fretes elevados, amplificados pela instabilidade geopolítica, como parte dos entraves à competitividade.
Avaliação de mercado
No mercado financeiro, a leitura dominante foi de que o corte já estava precificado, mas o comunicado soou mais conservador. Um analista destacou o reconhecimento de queda nas projeções de inflação como sinal de maior rigor.
Outro especialista disse que a comunicação pode indicar o fim do ciclo de cortes, salvo mudanças relevantes no cenário econômico. Afirmou também que o BC mantém margem para novas reduções, dependendo da evolução da inflação e da atividade.
Especialista da Arton Advisors apontou que o BC preservou flexibilidade para novos movimentos, desde que haja evolução de inflação, expectativas e atividade econômica.
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