A presença da erva-mate no sul do Brasil vai além de bebida. Base do chimarrão e do tererê, a planta representa história, economia e hábitos sociais da região. Surge então uma cadeia produtiva organizada, com ervateiras atuando no cultivo, processamento e venda.
Essas empresas transformam folhas in natura em produto pronto para consumo, mantendo parceria com agricultores familiares. O foco é qualidade, rastreabilidade e sabor estável, com controles de umidade, cor e maturação, além de certificados e práticas ambientais.
A produção envolve compra, classificação, sapeco, secagem, moagem, envase e distribuição. Muitas ervateiras trabalham com agroflorestas e capacitam produtores, buscando padrões cada vez mais elevados e ações de gestão ambiental.
Mundial da Erva-Mate na Argentina
O primeiro Mundial da Erva-Mate, realizado na Argentina, deu maior visibilidade internacional às ervateiras gaúchas. Avaliadores de diferentes países julgaram aroma, sabor, aparência e uniformidade das folhas. O reconhecimento ressaltou a qualidade gaúcha.
A premiação funciona como selo de qualidade, fortalecendo a imagem do Brasil e abrindo portas para exportações. Consumidores ganham confiança ao ver rigor técnico e rastreabilidade atestados pelos jurados.
Impactos para o setor
O destaque internacional valoriza o trabalho de produtores rurais e incentiva inovação em processos e embalagens. A presença gaúcha no evento reforça a identidade regional e facilita a difusão de boas práticas entre ervateiras.
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