O Banco Central decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. A medida foi tomada pelo Copom, em meio a atrasos na divulgação do resultado e a incertezas externas e fiscais. A justificativa central é manter o juro em nível alto o suficiente para conter a inflação.
Especialista ouvido pelo UOL News avaliou que o movimento mantém o aperto monetário, com juros reais elevados. Mesmo com o ajuste, a taxa continua contracionista, reduzindo o crédito e desestimulando o investimento, contribuindo para controlar a inflação.
Antes da decisão, o pesquisador apontou que o ciclo de elevações nos EUA pode dificultar cortes mais fortes no Brasil, pois o diferencial de juros ajuda a atrair capitais e sustentar a inflação. A agenda cambial e as contas públicas também elevam a cautela.
Segundo ele, o aumento de um ponto percentual na Selic implica despesas públicas relevantes, além de influenciar crescimento, emprego, renda e a própria dinâmica da dívida pública. O efeito soma-se a impactos no custo de crédito para famílias e empresas.
O analista observou que o corte deste encontro pode sinalizar o fim do ciclo de redução. A previsão é de juros altos por um período maior, diante de expectativas de inflação acima de 5% e incertezas eleitorais que pautam o cenário macro.
A leitura é de que a Selic, apesar da redução, permanece em patamar elevado, atuando para evitar pressões inflacionárias enquanto o ambiente externo segue desfavorável a cortes mais agressivos. O Banco Central não sinalizou novas mudanças imediatas.
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