O setor de petróleo vive, no Brasil, um ciclo de expansão com contratações no ritmo mais intenso desde 2010. Salários acima de 40 mil reais mensais atraem jovens e profissionais qualificados para plataformas, sondas e operações marítimas. Empresas como Petrobras, Modec e Ocyan ganham destaque no radar de trabalhadores.
Porém, o crescimento também aumenta a exposição a golpes de falso emprego. Golpistas exploram a procura por oportunidades, cobrando por cursos, certificados ou etapas inexistentes do processo seletivo. Perfis falsos e anúncios fraudados simulam recrutamento de grandes companhias.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, denunciou em rede social um vídeo falso que usa sua imagem para vender cursos ligados ao pré-sal. Em tom firme, enfatizou que não há envolvimento com esse uso indevido das redes da empresa.
Panorama do mercado e atuação das empresas
A busca por profissionais qualificados é acompanhada por ações de combate a fraudes. Petrobras, Modec e Ocyan reforçam que seleção ocorre por canais oficiais e não envolve cobranças de candidatos.
Dados da Firjan indicam remunerações técnicas elevadas: operadores e montadores chegam a 5,1 mil reais, com perfuração e sondas acima de 18 mil reais e atuação marítima podendo alcançar 40 mil reais, com adicionais de periculosidade.
A Ocyan relata aumento de tentativas de golpe desde janeiro de 2025, com média de até três ocorrências mensais. A empresa orienta que processos seletivos são conduzidos apenas por vias oficiais.
A Modec confirma a existência de anúncios e perfis falsos que citam a empresa para dar credibilidade. A orientação é clara: não há contratação via consultorias para vagas no Brasil; as oportunidades são divulgadas no Portal de Oportunidades e no LinkedIn.
Risco e proteção ao candidato
Segundo a plataforma SOS Golpe, golpes envolvendo emprego cresceram 56% entre março e abril, com prejuízo médio de 464 reais por vítima. Especialistas destacam o uso de certificados falsos para justificar supostas exigências de contratação.
A fundadora da Silverguard, Marcia Netto, aponta o uso de certificações específicas como gancho de golpe em setor regulado. Em casos mapeados, vítimas pagaram por cursos para facilitar suposta liberação para embarcar, sem retorno no processamento.
Fake news sobre concursos e próximos editais
O mapeamento interno da Petrobras aponta três frentes de desinformação: pagamentos ligados à efetivação, pedidos de dados pessoais para seguir com a candidatura e venda de cursos preparatórios. Informações antigas acabam alimentando a falsa promessa de novos concursos.
A Petrobras esclarece que o último concurso ocorreu em 2023 para nível técnico e que aprovados já foram convocados. O cadastro de reserva permanece válido até junho de 2027, sem obrigatoriedade de chamada adicional. Novos certames virão apenas pelo site oficial.
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