Austrália atingiu a cota de exportação de carne bovina para a China, gerando tarifa adicional de 55%. A medida passa a valer neste fim de semana, após o limite ser alcançado. O objetivo é limitar as remessas para o mercado chinês.
Segundo o governo chinês, as exportações atingiram a cota anual de 205.000 toneladas de carne bovina australiana na quinta-feira, antes mesmo da metade do ano. A tarifa entra em vigor a partir de 20 de junho.
A China, maior importadora mundial de carne bovina, tem imposto a cota como parte de restrições a grandes produtores, entre eles Brasil e Argentina. Em 2025, as exportações australianas para a China ultrapassaram 300.000 toneladas, apontando crescimento acelerado.
Como reflexo, produtores australianos devem buscar novos destinos para a carne vermelha, diante da redução de vantagem competitiva frente à demanda chinesa. A produção local também atingiu recordes em 2025, sustentando o crescimento.
Contexto e impactos
Analistas veem potencial reacomodação de fluxos globais de carne bovina, com atenção a mercados asiáticos em alta demanda. A variação de preços e custos logísticos pode influenciar decisões de empacotadores e exportadores.
A Canberra tem pressionado Pequim para ampliar a cota, mas sinais indicam resistência. A continuidade da cota pode manter preços e volumes sob vigilância até novas negociações.
Perspectivas para o Brasil
O Brasil também pode ver impactos, já que a cota chinesa para carne brasileira caminha para atingir o limite antes da metade do ano. O cenário eleva a importância de diversificar parceiros e mercados. (Fonte: Bloomberg)
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