O Brasil caiu sete posições no ranking global de competitividade, ocupando a 65ª posição entre 70 países. O levantamento é divulgado anualmente pela AMD Business School, em parceria com a Fundação Dom Cabral, desde 1989. A divulgação ocorreu nesta sexta-feira, 19, no contexto de debates sobre produtividade.
Segundo o economista Ricardo Buso, o país enfrenta dificuldades constantes nessa avaliação desde 2015. Em entrevista no Conexão Record News, ele apontou três fatores centrais para o desempenho: baixa produtividade do trabalho, juros elevados que restringem investimentos e deficiências na infraestrutura.
Buso destacou que a infraestrutura insuficiente impacta especialmente o agronegócio brasileiro, com custos logísticos elevados na comparação com a média global. Ele citou o transporte da soja do Mato Grosso para Paranaguá como exemplo de entrave logístico.
Além disso, o economista criticou a destinação de recursos públicos, apontando que muitos recursos captados pelo governo são usados para despesas recorrentes em vez de investimentos estruturais. O cenário envolve inflação alta e juros elevados.
Fatores que pesam na competitividade
O especialista enfatizou que a combinação de alta carga tributária, gastos públicos pouco eficientes e necessidade de reformas fiscais dificulta o ambiente de negócios no Brasil. A reorganização das contas públicas seria apontada como prioridade para melhorar o cenário.
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