O Brasil caiu para a 65ª posição entre 70 países no Ranking Mundial de Competitividade, divulgado pela IMD, da Suíça, em parceria com a Fundação Dom Cabral. O levantamento aponta queda de sete posições na comparação com a edição anterior.
Segundo a classificação, o país permanece entre os menos competitivos do grupo avaliado, ficando atrás de economias menores. A avaliação enfatiza fatores como custo de capital, infraestrutura e produtividade da força de trabalho.
O dado contrasta com discursos oficiais sobre crescimento do PIB. O ranking atua como medida independente da performance de ambiente de negócios, institucionalizando preocupações sobre estabilidade e previsibilidade regulatória.
Desempenho histórico e fatores estruturais
O estudo aponta queda generalizada em eficiência empresarial e governamental. Estados arrecadam muito, gastam mal e não entregam infraestrutura adequada para sustentar o crescimento, segundo a análise. Estradas, portos e energia aparecem entre os obstáculos.
A disponibilidade de crédito permanece restrita para muitos empreendedores, elevando o custo de capital. O endividamento corporativo e a produtividade da mão de obra aparecem entre os indicadores mais desfavoráveis para o Brasil.
Impacto para investimentos e cenário futuro
Dados do ranking sugerem que insegurança jurídica e mudanças frequentes nas regras econômicas afastam investidores. Pequenos empresários também buscam alternativas fora do país, como o Paraguai, em busca de ambiente tributário mais estável.
Apesar das limitações, o texto aponta pontos positivos: mercado consumidor relevante, matriz energética diversificada e setor produtivo resiliente. A análise recomenda reformas estruturais para elevar produtividade e competitividade no longo prazo.
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