Se a guerra acabou, por que o cenário de juros continua incerto? A sexta-feira ficou com agenda fraca e liquidez reduzida nos mercados dos EUA, por feriado de Juneteenth. Investidores monitoram o acordo entre EUA e Irã e seus efeitos sobre o petróleo, além das decisões dos bancos centrais.
O tráfego no Estreito de Ormuz já começou a se normalizar, segundo Nikkei Asia, com pelo menos seis petroleiros passando pela rota. A retirada de tensões contribui para movimentos mais estáveis nos fundamentos do petróleo, ainda que os efeitos sejam observados com cautela.
Com o petróleo sem grandes oscilações, o Brent caiu para US$ 79,35 por barril, às 7h15, baixa de 0,63%. O WTI subia 0,33%, para US$ 76,85. Movimentos dependem do andamento do acordo e do impacto no abastecimento global.
Além disso, o mercado acompanha a trajetória da inflação e de dados de atividade econômica. O Federal Reserve manteve os juros estáveis na última reunião, em linha com uma postura mais conservadora. Ainda há expectativas de novas sinalizações.
No Brasil, o Copom sinalizou abertura para manter a Selic em 14,25%, segundo o Termômetro do Copom do Valor Investe. Cerca de 66% das apostas apontam manutenção, 30% projetam queda de 0,25 ponto percentual e 3% projetam alta.
Por que o cenário ainda está em aberto? Ainda sem cessar-fogo definitivo, a economia mundial enfrenta incertezas sobre o tamanho dos impactos da guerra. Cadeias produtivas, custos de transporte e expectativas de consumidores devem demorar a se ajustar.
Os próximos dados de inflação e atividade serão decisivos para medir a intensidade dos impactos sobre preços. Enquanto isso, apostas sobre juros permanecem sujeitas a revisões, influenciando mercados desenvolvidos e emergentes, incluindo o Brasil.
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