O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que se não moderarmos a pressão das despesas obrigatórias, o País fica inviável. A declaração ocorre em meio à avaliação de contas públicas sob investigação sobre gastos do governo. O governo é criticado por estimular o aumento de despesas.
Casos recentes mostram secretários executivos com desempenho superior ao do titular, mas com efeitos práticos ainda não claros na política fiscal. Segundo o jornal, o governo tem avançado em despesas, mesmo com alertas repetidos sobre o teto de gastos.
Despesas, benefícios e impactos
Entre 2022 e os 12 meses até abril de 2026, as despesas com o salário mínimo, o BPC e benefícios previdenciários cresceram substancialmente, apontam dados citados. Parte desse aumento é atribuída à política de valorização do salário mínimo, segundo a reportagem.
Outros itens relevantes incluem R$ 54 bilhões adicionais para o Bolsa Família e R$ 57 bilhões nos pisos de saúde e educação, resultado da derrubada do teto de gastos. Ao todo, o conjunto é apontado como contribuindo para o aumento observado.
Inflação e metodologia
A matéria também questiona a hipótese de que inflação acima da meta decorre de uma composição do IPCA inadequada. A sugestão é revisar o cálculo, embora o IBGE já realize ajustes periódicos. Especialistas apontam que variações nas ponderações não alteram o diagnóstico de inflação em alta.
O texto destaca que as atualizações de peso do IPCA podem alterar apenas alguns décimos percentuais. O indicador, segundo o relatório, segue a direção de inflação elevada conforme medições do mercado e do Banco Central.
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