O Itaú BBA avalia que o segmento de média e alta renda do setor imobiliário ainda enfrenta cautela por conta do poder de compra e das condições de financiamento, em meio a juros mais altos. Entre os nomes citados, Cyrela (CYRE3) aparece como o exemplo mais comentado pelos investidores na rodada de non-deal roadshow.
Segundo o relatório, o potencial de valorização da Cyrela depende majoritariamente de uma reprecificação de múltiplos, fortemente condicionada ao cenário macro. Mesmo assim, a ação é vista como oportunidade fortemente descontada.
O banco aponta que, apesar de o P/VPA projetado para este ano ficar em 0,8x, a Cyrela permanece atrativa diante do ambiente de juros elevados e de estoques altos no mercado de alto padrão em São Paulo.
Visão de Itaú BBA e Citi
Outras casas também destacam a Cyrela como a companhia mais resiliente no atual cenário. O Citi elevou o preço-alvo de R$ 32 para R$ 35, sugerindo potencial de valorização acima de 60% frente ao patamar atual, abaixo de R$ 22.
Analistas do Citi consideram a Cyrela bem posicionada pela marca, escala e exposição a produtos de baixa renda via Vivaz, reforçando o valuation considerado barato para o setor. Ainda assim, reconhecem queda na velocidade de vendas desde o ano passado, com leve recuperação no início de 2026.
Como fica a cotação
Na sessão desta segunda-feira, Cyrela registrou alta de 0,55%, a R$ 21,95. No ano, as ações apresentam ganho de 2,8%. A cobertura de market data ressalta que a visão de valuations mais favoráveis pode sustentar movimentos de queda ou recuperação conforme o cenário macro evolua.
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